Pra quem diz que meu Corinthians é um time sem nenhuma fama internacional, segue abaixo uma lista de alguns dos principais jornais esportivos pelo mundo com reportagens sobre nosso acesso.
La terceira (Chile)
El Comercio (Perú)
Taiwan News (Taiwan)
El Tiempo (Colômbia)
Olé (Argentina)
El Clarin (Argentina)
La Aficion (México)
Samba.Foot (França)
Sports.Ya (França)
Ansa Latina.Com (Itália)
Futbolred.Com (Colômbia)
Jornal Record (Portugal)
Notas de Fútbol (Espanha)
Goal.Com (EUA)
Eldeber (Bolívia)
terça-feira, 28 de outubro de 2008
[DRº OSMAR] Corinthians: o retorno, zero.
Aquele choro comovido da minha gente em dezembro passado está vivo na minha memória. O Corinthians, gravemente doente, estava na UTI. O diagnóstico era sabido : micróbios e vermes potentes lhe sugaram quase todo o sangue além de lhe roubar o dinheiro deixado pela torcida.
Adversários entusiasmados e "sem noção" fizeram festa, soltaram rojões, inventaram piadas.Alguns mais maldosos rogaram pragas e chegaram a crer na morte do gigante.
O normal seria o abatimento coletivo dos 18 milhões de torcedores. O normal, para uma torcida qualquer. Mas essa gente vestiu a camisa que adora e saiu às ruas como que afrontando os adversários. Tudo em silêncio. Vários deles hastearam bandeiras em janelas, carros, praças, passarelas, pontes.
Em passeata foram ao Hospital São Jorge. O doente, pálido e alquebrado veio à janela. A multidão em coro, gritava uníssono : EU NUNCA VOU TE ABANDONAR, PORQUE EU TE AMO. As televisões fizeram programas com psicólogos e filósofos numa tentativa de explicar aquilo. Em vão. Ainda vasculharam livros de política, religião e esportes a procura de algo semelhante. E nada!
Dias depois, aquela gente marca um novo encontro, desta vez no Pacaembu. As TVs esqueceram os outros clubes, as notícias importantes e colocaram dezenas de câmeras para bisbilhotar aquelas pessoas fanáticas. Numa fração de segundos, eles começaram a pular abraçados e freneticamente, veio uma gritaria : AQUI TEM UM BANDO DE LOUCOS, LOUCOS POR TI CORINTHIANS.
O doente já nelhorava porque sabia o que acontecia nas ruas. Já respirando sem aparelhos , volta à janela, tentando dar alguns passos. E a turma de verdadeiros amigos estava lá : e a gritaria foi de arrepiar . NÃO PÁRA...NÃO PÁRA...NÃO PÁRA. Com essa manifestação de fidelidade e fé, o doente não parou de andar. Foi sentir o camor do norte, o frio do sul, visirou praias do nordeste, passeou pela planalto central e percorreu estradas paulistas. Em cada canto do pais percebeu que ali havia um bando de loucos. Aí os psicólogos e filósofos desistiram de vez.
Aquele movimento era ímpar, próprio, inigualável, jamais visto na história do futebol.
Passados pouco mais de 10 meses, os médicos que previam internação por pelo menos 1 ano, deram liberdade ao gigante, mas ainda não têm explicação para aquela melhora. Também- - pudera - nenhum era corintiano.
EU VOLTEI, VOLTEI PARA FICAR...PORQUE AQUI É O MEU LUGAR... foi a cantoria do retorno. Mas como escrevi no título, retorno- zero, porque, de verdade, o corinthians não retornou, só tirou uma férias e nesse tempo, mudou o alfabeto para B...A...C...
O choro, desta vez, foi mais comovente. Os adversários se assustaram. Alguns malucos ( não loucos... porque loucos são só os fiéis alvinegros) que esperavam o pior para aquele doente, agora se entreolham boquiabertos. Estão pasmos. E aprenderam uma lição duradoura. Essa gente lá do Corinthians é diferente. Se acontecer uma doença com eles, sabem que a saída é só por outras vias, porque o bando de loucos não passa receita.
Eu, particularmente, vivi todos esses momentos e o meu Corinthians, sabe que tem muitos amigos do peito. Fiéis, abnegados, justos e exemplares. E como sabem chorar...
Osmar de Oliveira
Adversários entusiasmados e "sem noção" fizeram festa, soltaram rojões, inventaram piadas.Alguns mais maldosos rogaram pragas e chegaram a crer na morte do gigante.
O normal seria o abatimento coletivo dos 18 milhões de torcedores. O normal, para uma torcida qualquer. Mas essa gente vestiu a camisa que adora e saiu às ruas como que afrontando os adversários. Tudo em silêncio. Vários deles hastearam bandeiras em janelas, carros, praças, passarelas, pontes.
Em passeata foram ao Hospital São Jorge. O doente, pálido e alquebrado veio à janela. A multidão em coro, gritava uníssono : EU NUNCA VOU TE ABANDONAR, PORQUE EU TE AMO. As televisões fizeram programas com psicólogos e filósofos numa tentativa de explicar aquilo. Em vão. Ainda vasculharam livros de política, religião e esportes a procura de algo semelhante. E nada!
Dias depois, aquela gente marca um novo encontro, desta vez no Pacaembu. As TVs esqueceram os outros clubes, as notícias importantes e colocaram dezenas de câmeras para bisbilhotar aquelas pessoas fanáticas. Numa fração de segundos, eles começaram a pular abraçados e freneticamente, veio uma gritaria : AQUI TEM UM BANDO DE LOUCOS, LOUCOS POR TI CORINTHIANS.
O doente já nelhorava porque sabia o que acontecia nas ruas. Já respirando sem aparelhos , volta à janela, tentando dar alguns passos. E a turma de verdadeiros amigos estava lá : e a gritaria foi de arrepiar . NÃO PÁRA...NÃO PÁRA...NÃO PÁRA. Com essa manifestação de fidelidade e fé, o doente não parou de andar. Foi sentir o camor do norte, o frio do sul, visirou praias do nordeste, passeou pela planalto central e percorreu estradas paulistas. Em cada canto do pais percebeu que ali havia um bando de loucos. Aí os psicólogos e filósofos desistiram de vez.
Aquele movimento era ímpar, próprio, inigualável, jamais visto na história do futebol.
Passados pouco mais de 10 meses, os médicos que previam internação por pelo menos 1 ano, deram liberdade ao gigante, mas ainda não têm explicação para aquela melhora. Também- - pudera - nenhum era corintiano.
EU VOLTEI, VOLTEI PARA FICAR...PORQUE AQUI É O MEU LUGAR... foi a cantoria do retorno. Mas como escrevi no título, retorno- zero, porque, de verdade, o corinthians não retornou, só tirou uma férias e nesse tempo, mudou o alfabeto para B...A...C...
O choro, desta vez, foi mais comovente. Os adversários se assustaram. Alguns malucos ( não loucos... porque loucos são só os fiéis alvinegros) que esperavam o pior para aquele doente, agora se entreolham boquiabertos. Estão pasmos. E aprenderam uma lição duradoura. Essa gente lá do Corinthians é diferente. Se acontecer uma doença com eles, sabem que a saída é só por outras vias, porque o bando de loucos não passa receita.
Eu, particularmente, vivi todos esses momentos e o meu Corinthians, sabe que tem muitos amigos do peito. Fiéis, abnegados, justos e exemplares. E como sabem chorar...
Osmar de Oliveira
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
O CORINGÃO VOLTOU.
Sábado, 26 de Outubro de 2008, dia muito ensolarado e muito parecido com o dia 02 de Dezembro de 2007, exatos 328 dias após o pior capítulo já escrito na história do meu Corinthians, o seu rebaixamento pra Série B, triste mas justo pela traição, pois o meu Corinthians foi traído por covardes que não respeitaram a história do clube e nem o amor do torcedor, que mais uma vez mostrou que nas arquibancadas é diferente de outros torcedores, e que não tem vergonha nenhuma em dizer que são um Bando de Loucos e que Nunca vão lhe Abandonar e que assim como teve covardes que nos traíram nós iríamos te levantar.
Num dia tão triste, daqueles que vamos lembrar para sempre, assim como lembramos onde estávamos no momento da morte do Senna, onde estávamos qdo fomos Campeões Mundiais em 2000, onde estávamos quando o Brasil foi Penta-Campeão do Mundo, e sempre vamos lembrar onde estávamos quando infelizmente caímos, mas uma data eu vo lembrar pra sempre, onde eu estava no dia do nosso retorno, naquele 2x0 contra o Ceará, eu estava lá no Pacaembu, comemorando, chorando e gritando:
- ÔÔÔ o Coringão voltoooo, o Coringão voltoooo, o Coringão voltoooo ôôô !!
Num dia tão triste, daqueles que vamos lembrar para sempre, assim como lembramos onde estávamos no momento da morte do Senna, onde estávamos qdo fomos Campeões Mundiais em 2000, onde estávamos quando o Brasil foi Penta-Campeão do Mundo, e sempre vamos lembrar onde estávamos quando infelizmente caímos, mas uma data eu vo lembrar pra sempre, onde eu estava no dia do nosso retorno, naquele 2x0 contra o Ceará, eu estava lá no Pacaembu, comemorando, chorando e gritando:
- ÔÔÔ o Coringão voltoooo, o Coringão voltoooo, o Coringão voltoooo ôôô !!
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